Pintura Epóxi

Pintura Epóxi

É bem provável que você conheça a pintura epóxi, mas não saiba que este é o seu nome. O material é frequentemente utilizado para o piso de estacionamentos e hospitais, por exemplo.

Piso de concreto

A pintura epóxi nada mais é do que uma tinta produzida à base de uma resina plástica impermeável. É ela que dá brilho e uma superfície aparentemente plástica ao pavimento. Além disso, o produto é antiderrapante, e é sempre lembrado pelo barulho alto que os sapatos podem fazer em uma interrupção repentina do movimento.

Outros espaços em que a tinta epóxi costuma ser aplicada são quadras esportivas, salas cirúrgicas, hangares, galpões para estoque, pisos para comércios e laboratórios. Locais que necessitam de um piso resistente, fácil de manter e que suporte grande tráfego, seja ele de pessoas, seja de pesadas máquinas ou veículos.

O interior de casas e apartamentos pode igualmente se beneficiar do visual do produto. Especialmente quando a cor utilizada é bastante forte: o espaço ganha um visual atraente e moderno, muitas vezes urbano e jovem.

Mais do que ser aplicada no pavimento, a pintura epóxi também é muito utilizada nas paredes. Ela pode cobrir, por exemplo, paredes de concreto ou de azulejo. Assim, o aspecto plástico e brilhante do material passa a fazer parte também da decoração das divisórias da edificação.

OPÇÕES DE TINTA EPÓXI

tinta epóxi azul

Com tantas possibilidades de aplicação, é interessante poder dizer que esse o produto ainda oferece enorme variedade de cores. As tintas mais básicas são das cores cinza e branca, mas no mercado também é possível encontrar pinturas em azul, amarelo, verde, vermelho, alaranjado e diversos outros tons. Assim, além da pintura é possível realizar, até mesmo, a demarcação do piso – como do espaço destinado a cada carro no estacionamento.

Nas quadras poliesportivas, essa diversidade de cores é igualmente interessante. Com diferentes tonalidades, é possível marcar mais facilmente cada área do campo – como a grande área do gol – e facilitar a prática dos atletas. Afinal, em vez de se guiarem apenas pelas linhas de marcação, eles poderão perceber os espaços em que estão por meio das cores variadas de tinta.

Independentemente do modo de pintura escolhido, a tinta epóxi resulta em um ambiente atraente e brilhante. Sua capacidade refletora, aliás, permite a diminuição do gasto com energia elétrica, uma vez que as lâmpadas se refletem no solo e criam uma maior amplitude de alcance da iluminação.

APLICAÇÃO DE PINTURA EPÓXI

desenho epóxi

Assim como tintas comuns, a pintura epóxi é aplicada no chão por meio de um rolo de pintura ou pincel, ou com pistola para aplicação da tinta.

Apesar de parecer fácil, contudo, é fundamental que essa aplicação do produto seja feita por um profissional, seja para a pintura do solo, seja da parede. Isso porque, se a tinta for mal aplicada pode sofrer a formação de bolhas. Outro problema comum é o deslocamento da camada de tinta, que acaba por gerar um péssimo acabamento da superfície.

Isso significa que, ao se decidir pela pintura epóxi, você deve procurar um profissional e/ou empresa especializada no assunto para executar o trabalho. Mais do que isso: você pode também conversar com estes especialistas e verificar se a tinta é a melhor alternativa do mercado ao seu objetivo. Por vezes, conhecer outras opções de piso pode ser a chave para descobrir aquele que atende a todos os requisitos do ambiente.

Ademais, em alguns casos é possível que até mesmo o revestimento epóxi – semelhante, mas não igual à pintura – seja mais interessante. Continue acompanhando o texto: logo mais apresentaremos o revestimento!

Geralmente, o rendimento de uma lata de tinta epóxi pode chegar 50 m² em superfícies planas. Porém, é importante verificar essa previsão na embalagem do produto, pois ela varia de acordo com o fabricante. Quando a superfície é porosa, a tinta também costuma render pouco menos, já que as irregularidades do piso acabam por absorver parte do líquido. Veja o passo a passo da execução da pintura epóxi:

Nivelamento da superfície

Para a aplicação da tinta, no pavimento ou na parede, é fundamental que a superfície seja bem limpa. O ideal, porém, é utilizar apenas água e sabão neutro, pois os produtos não deixam resíduos que possam atrapalhar a adesão da pintura.

A segunda etapa de preparação do piso consiste no tratamento das fissuras do pavimento. Ou seja, no preenchimento das trincas, juntas e fissuras que aparecem no espaço, para que a tinta não as adentre e crie marcas na superfície. Nesse caso, pode ser utilizada massa própria para a manutenção, silicone, concreto ou outro produto que o responsável pela obra achar mais indicado. O nivelamento do solo vai garantir um resultado bem mais atraente no pós-tingimento.

Preparação do solo

No passo seguinte, é necessário aplicar na superfície o chamado Primer. O Primer funciona como uma base à pintura, e tem como objetivo também nivelar o piso. Para finalizar essa preparação, é preciso fazer o polimento do piso, pois isso vai eliminar irregularidades ainda presentes sobre ele. Ao mesmo tempo, o polimento vai impedir que a tinta epóxi se solte ao longo do tempo.

Aplicação do epóxi

Como já citado, a pintura do pavimento pode ser feita com o uso de rolos ou pinceis, como para uma tinta comum. De qualquer forma, o material costuma ter cheiro intenso, e por isso é interessante manter certa distância entre o chão e o nariz. Ou seja, quanto maior o cabo do rolo para tinta, melhor.

Assim que a tinta secar, o que acontece em alguns dias, o consumidor pode optar pelo acabamento que desejar da superfície. O mais comum e característico do material é o brilhante. No entanto, também existem as possibilidades de acabamento fosco e acetinado.

VANTAGENS DO PRODUTO

Sem dúvida, uma das principais vantagens do uso da tinta epóxi é a resistência que o material possui. Esse tipo de tinta tem grande capacidade contra impactos físicos e à abrasão. Isso significa que ela não vai descascar ou apresentar fissuras, mesmo que o tráfego de pessoas ou máquinas seja intenso no ambiente. É por isso que, muitas vezes, o produto é utilizado em estacionamentos e indústrias.

Ao mesmo tempo, esse tipo de material possui enorme durabilidade. Leva anos até que a pintura descolora, e a limpeza e manutenção frequente da superfície consegue facilmente manter seu brilho e resistência em dia. Além disso, quando o material começa a apresentar desgaste, é possível aplicar nova camada de tinta sobre a que já existe, e assim renovar o pavimento.

Pisos tingidos com a epóxi ainda são antiderrapantes. Isso mesmo quando a superfície está molhada ou oleosa. A vantagem é interessante em diversos aspectos, mas se destaca especialmente por sua capacidade de prevenir acidentes. Em vez de escorregar e cair, o indivíduo que passar pelo espaço poderá continuar seu caminho normalmente, sem riscos de acidentes. Quando o local conta com o tráfego de crianças e idosos, essa característica é ainda mais interessante, já que esse público tende a sofrer mais escorregões e quedas. Dessa forma, o material se faz ainda mais interessante para dentro de casa, e também para rampas, escadas e plataformas.

Ainda podemos dizer que a pintura epóxi é resistente ao fogo. A maior parte dos fabricantes inclui essa resistência em seu produto, e é interessante verificar a informação na embalagem antes de adquiri-lo. Essa característica garante que a tinta é capaz de suportar até 200 graus Celsius. Por esse motivo, ela retarda o espalhamento das chamas em caso de incêndio. Logo, um ambiente com o material aplicado, no solo ou nas paredes, se torna mais seguro contra o calor.

Finalmente, a tinta epóxi proporciona incrível vedação da superfície em que é aplicada. Por isso, o pavimento acaba por se tornar resistente também à água e a produtos químicos.

PINTURA EPÓXI X REVESTIMENTO EPÓXI

Confundir a pintura epóxi e o revestimento epóxi é algo fácil. Afinal de contas, eles têm resultados visuais muito semelhantes, são ambos produzidos da mesma resina plástica e, pior, têm nomes quase idênticos. Contudo, é fundamental escolher o produto certo no momento de aplicação no piso. Além de definir quanta resistência a superfície terá, isso irá garantir que todos os objetivos do consumidor serão alcançados pelo material.

Como já citado, a tinta epóxi é um material de fácil aplicação, executada com o auxílio de um pincel ou rolo de pintura comum. Seu visual geralmente é brilhante e limpo, e seu tempo de cura (de secagem) é rápido. A pintura é capaz de suportar tráfego intenso de pessoas e máquinas, e até variações de temperaturas.

Já o revestimento epóxi é um plástico termofixo, ou seja, que endurece a partir do uso de um agente catalisador. Isso significa que o produto é adquirido em uma consistência líquida, e precisa receber o complemento de um produto que vai acelerar as suas reações químicas. Com essas reações, o revestimento seca mais facilmente e gera o piso resistente que ambientes como a indústria necessitam.

O tempo de secagem do material é mais longo do que o da tinta. Além disso, o produto é aplicado com uma espécie de rodo, que espalha o revestimento sobre a superfície. Assim, o material poderá secar e gerar uma nova camada de piso nivelado no solo. Assim como a pintura, o material é muito resistente, impermeável e de fácil manutenção.

Diferenças entre piso e revestimento

Para diferenciar piso e revestimento epóxi, é preciso considerar três tópicos: a superfície de aplicação, a composição e a espessura do material.

Comecemos pela aplicação dos produtos: como já explicamos, a tinta epóxi pode ser aplicada tanto no chão, quanto nas paredes de uma edificação. Em ambos os casos, ela tem ótimos resultados, principalmente quando seu acabamento é feito com a característica brilhante mais marcante do produto. Em casas e apartamentos, a tinta cria um ambiente jovem e descolado. Por outro lado, o revestimento epóxi só pode ser aplicado no solo.

Em segundo lugar, há a diferenciação entre a composição dos itens: o revestimento precisa de um agente catalisador para transformar sua forma líquido em sólida.

Em relação à espessura, a tinta à base de resina não costuma ultrapassar os 0,3 mm, uma vez que é um líquido que é aplicado normalmente com até três demãos. A pintura não é capaz de nivelar e cobrir fissuras sozinha, e por isso é necessária a etapa de preparação da superfície explicada anteriormente. Apenas com a aplicação de produtos para nivelamento, e com o polimento do piso, é possível obter um pavimento liso.

Em contrapartida, o revestimento epóxi pode chegar a até 5 mm de espessura. Sozinho, então, o elemento consegue cobrir qualquer tipo de fissura e buraco, e pode nivelar a superfície. De qualquer forma, porém, é importante que o piso receba certo tratamento antes da aplicação, para que a quantidade de epóxi utilizado na obra não seja exagerada.

Que material escolher?

Na hora da escolha entre pintura e revestimento, é importante que o consumidor conte com o auxílio de um especialista em pisos. Com informações mais detalhadas, o profissional poderá indicar o material mais vantajoso ao ambiente e objetivo da obra.

De qualquer forma, é interessante considerar, principalmente, o desejo de aumentar ou não a espessura do piso. Quando o ambiente tem grande tráfego e o consumidor deseja ampla resistência, mesmo à queda de pesados objetos, é provável que o revestimento seja mais interessante. Não porque a tinta não resistiria às condições, mas porque, para que resista, a tinta precisa ser aplicada em um piso consideravelmente resistente, como o cimento queimado. Enquanto isso, o revestimento consegue oferecer sozinho a capacidade de defesa contra desgastes.

É interessante ainda considerar o tempo da obra. Uma tinta epóxi demora mais ou menos 2 dias para secar completamente, enquanto o revestimento pode demandar até 7 dias. Ou seja, se a obra for emergencial, o uso da resina que requer catalisador pode ser um incômodo.

Você tem dúvida se a tinta funciona ou não? Eu tenho um vídeo que pode te ajudar:

Ademais, é interessante avaliar o quanto você está disposto a gastar. De modo geral, o revestimento epóxi é mais caro, tanto em relação à compra do produto, quanto em relação à sua aplicação (mão de obra). Logo, se o orçamento de sua construção ou reforma é baixo, provavelmente será mais vantajoso optar pela pintura epóxi.

Piso para quintal

O quintal de casa costuma ser um local bastante aproveitado. É lá que fica, por exemplo, a churrasqueira, ou então alguns bancos e redes para o lazer da família. O quintal, na frente ou na parte de trás do imóvel, também pode abrigar um jardim, uma horta, brinquedos e a piscina. Com tantas possibilidades assim, é compreensível que existem diversas opções de piso para quintal disponíveis no mercado.

Independentemente do que o quintal abriga, contudo, é necessário que o piso da área tenha característica antiderrapante. A escolha por qualquer pavimento deve se basear, antes de na beleza do material, nesse aspecto de segurança. Isso porque, a área externa de casa é a mais sujeita à água da chuva. Isso mesmo que o espaço seja coberto, uma vez que o vento pode levar a precipitação ao local.

Nessas situações, o piso do quintal pode se tornar escorregadio, o que gera o risco de quedas. Logo, é fundamental contar com um pavimento que reduza estes riscos. Ou seja, é fundamental contar com uma superfície antiderrapante.

Considerando essa característica, então, é possível escolher entre pisos como o bloquete, fulget, de pedras e mais. Conheça um pouco sobre a cada um no texto!

TIPOS DE PISO PARA QUINTAL

  1. Bloquete

O piso bloquete é um piso intertravado, ou seja, instalado como um “quebra-cabeças” e em que as peças, quando juntas, travam umas às outras. Isso significa que não é necessário o uso de nenhum agente colante entre os blocos, como o concreto, por exemplo.

Uma das vantagens deste tipo de pavimento é o seu visual. Formado por vários blocos, que podem ser de diferentes formas – retangulares, sextavadas etc. – o piso transmite a sensação de cuidado e detalhamento. Ao mesmo tempo, ele possui a capacidade de absorver a água da chuva, evitando o acúmulo de líquido ou o escorregamento dos indivíduos.

Para adaptar o piso ao ambiente mais facilmente, o bloquete está disponível no mercado em diferentes cores. A mais comum é a cinza, mas também há peças em verde, vermelho, amarelo e azul. Ao definir a opção como a melhor para o seu quintal, tenha atenção em adquirir blocos com pelo menos 60 mm, que terão resistência adequada. Se veículos transitarem sobre a superfície, é mais interessante que os blocos possuam ao menos 80 mm.

  1. Piso drenante

Não é difícil reconhecer um piso drenante. A superfície é muito semelhante aos “chapiscos” aplicados em paredes, com um aspecto irregular e cheio de pequenos furinhos. Formado por placas de concreto, esse tipo de pavimento permite a passagem da água para o solo, o que evita seu acúmulo na superfície.

Além de resistente, o material é muito durável. Antes de escolhê-lo, contudo, é interessante considerar a presença de crianças em casa. Como é muito áspero, o piso pode facilmente provocar arranhões nas situações de queda.

  1. Porcelanato externo

O porcelanato tem se tornado uma das opções preferidas dos consumidores, por sua enorme beleza e facilidade de limpeza. Geralmente, porém, ele é polido, e este tipo não pode ser aplicado em áreas externas. No entanto, há uma variação áspera do produto, ideal para a instalação em quintais. Nesse caso, a alternativa ainda será bastante bela, mas rústica.

Quando escolhe o porcelanato externo, é fundamental que o consumidor tenha o cuidado de instalar ralos no pavimento. Isso porque, o produto não permite a absorção do líquido, e é importante garantir o seu escoamento.

  1. Cerâmicas externas

As caraterísticas da cerâmica externa são muito semelhantes ao citado sobre o porcelanato. Assim como o primeiro material, a opção é encontrada mais facilmente em sua versão polida e escorregadia, mas há versões mais rústicas, ideais para o quintal.

Outro aspecto importante da cerâmica é a sua resistência, que é classificada de 0 a 5. O ideal é obter cerâmicas de nível 5, mais resistentes para os impactos geralmente mais intensos do espaço externo de casa.

  1. Piso de pedra

Pisos de pedra têm enorme potencial decorativo, e tendem a deixar o ambiente de fora do imóvel muito mais atraente. Entre as pedras mais utilizadas estão a Portuguesa, que tem aspecto claro e natural.

Em muitos dos casos, a instalação destes produtos é feita em forma de mosaicos, e não em grandes placas como a cerâmica ou o porcelanato. Assim, é mais que essencial contratar um especialista neste tipo de instalação.

  1. Deck de madeira

Construir um deck de madeira é uma ótima opção especialmente para o redor de piscinas e hidromassagens. Sofisticada, a alternativa cria um belo visual no quintal, sendo fácil combiná-la com a decoração. Seu uso, de qualquer forma, requer cuidado, pois é necessário impermeabilizar o material e tratá-lo contra cupins. Do contrário, sua durabilidade será muito pequena.

  1. Pisograma

Pisograma é a opção de pavimento formada por blocos de cimento e grama. Além de ter um belo aspecto, essa técnica permite o escoamento da água, já que existem os espaços por onde a grama cresce. Ao mesmo tempo, o produto tem fácil instalação, e pode ser removido do solo e levado a outro ambiente, se assim for desejado pelo consumidor.

  1. Fulget

Também conhecido como granilite rústico, o piso fulget é produzido por meio da mistura entre o cimento, calcário, granito e outros fragmentos de pedras. Devido a estes fragmentos, o visual da superfície é bastante variado, com pequenos pedaços de pedra decorando-a. Este é o fulget tradicional.

Já o fulget natural, além dos materiais já citados, recebe em sua mistura resinas acrílicas. Essa opção é indicada para superfícies verticais, pois a resina facilita a aderência da mistura.

Também é importante destacar que este granilite rústico é diferente do granilite comum. Isso uma vez que o material comum tem acabamento liso e polido. Enquanto isso, o fulget tem a superfície áspera e irregular.

COMBINAÇÕES ENTRE PISOS

Lembre-se ainda que é sempre possível utilizar vários tipos de pisos para quintal de uma só vez. O pisograma e o deck, por exemplo, criam um belo visual se colocados juntos. É importante apenas avaliar as principais caraterísticas de cada pavimento, para que aspectos muito contrastantes não sejam unidos no espaço.

E então, qual piso para quintal é o seu favorito?

 

Impermeabilização de Laje

Quando você ouve o termo “impermeabilização de laje”, provavelmente pensa diretamente na impermeabilização do teto de um imóvel. Este cuidado é fundamental para evitar o acúmulo de água no teto de uma edificação. Muitas vezes, também é necessário fazê-lo no piso de espaços externos, para que o acúmulo de líquido não prejudique o ambiente.

Como fazer a impermeabilização?

impermeabilização de laje

A impermeabilização de lajes é realizada de modo a interceptar o acúmulo de água sobre o teto e direcioná-lo para o seu descarte, normalmente feito por calhas. Sem o sistema, o líquido poderia ser absorvido pelo piso, o que causa uma série de problemas. A começar pelas manchas causadas pela água, que deixariam o visual da superfície pouco agradável. Além disso, a água pode provocar infiltrações, rachaduras e corrosão da armadura da superfície de concreto armado. Também poderia ocorrer o aparecimento de fungos e bactérias, e o deslocamento dos azulejos do chão.

Ou seja, deixar a água se acumular e adentrar a laje é uma péssima ideia. Por isso, logo após a instalação do teto, é fundamental investir em um sistema que impeça os problemas. Para isso, contudo, é essencial contar com o auxílio de um especialista. Apenas o arquiteto ou engenheiro responsável pela obra poderão indicar o melhor método de impermeabilização do espaço.

Ao mesmo tempo, a execução do serviço deve ser feita por uma empresa de confiança. A realização correta de todo o processo vai garantir a eficácia da cobertura, além de manter um belo visual da superfície. A execução mal realizada, por outro lado, poderia causar manchas e infiltrações.

É importante destacar, de qualquer forma, que apesar de prevenir grande parte dos problemas, eles podem vir a acontecer com o tempo. Isso significa, por exemplo, que não é incomum o surgimento de fissuras na superfície.

Contudo, a impermeabilização diminui esses riscos, e adia-o o máximo possível. Além do mais, o cuidado, se for realizado periodicamente, pode manter a qualidade do espaço. Assim, a estrutura será frequentemente renovada, mas sem a necessidade de obras.

TIPOS DE IMPERMEABILIZAÇÃO DE LAJE

Como citado, quem deve definir o melhor tipo de impermeabilização para a laje é um especialista no assunto. Contudo, é interessante que você, consumidor, conheça os tipos do processo. Assim, poderá opinar sobre a alternativa sugerida, e conhecer suas vantagens e indicações.

Basicamente, existem dois tipos de impermeabilização de laje: a impermeabilização rígida e impermeabilização flexível.

Impermeabilização rígida

Esse tipo de revestimento é indicado para estruturas mais extensas, inclusive lajes, fundações, piscinas, poços de elevador e reservatórios inferiores de água. Para utilizar dessa opção, é importante que o pavimento não sofra movimentações intensas e constantes, muito menos a provocada pela variação térmica.

Normalmente, esse tipo de impermearão é feita com epóxi, por cristalização ou argamassa impermeável ou polimérica.

Impermeabilização flexível

Já a impermeabilização flexível é indicada para espaços em que há movimentação sobre a superfície, seja por tráfego de pessoas ou máquinas, ou devido à variação térmica do espaço. Assim, esse tipo de revestimento é indicado para o teto, para o piso dentro de casa, varandas, terraços, pisos de cozinha, jardins e outros.

Os tipos de material utilizados para essa membrana são bastante variados. Há aquelas produzidas com emulsão acrílica, as de solução asfáltica, asfaltos oxidados, neoprene, manta polimérica de PVC e mais. Dentre todas, as alternativas asfálticas e de PVC costumam ser as mais utilizadas, pois são práticas e, muitas vezes, mais baratas. Acompanhe a seguir algumas especificações sobre os tipos de cobertura.

Manta asfáltica

Para uma manta asfáltica, é utilizado material asfáltico modificado, armado com produtos como borracha, poliéster, polietileno ou fibra de vidro. A opção consiste em uma espécie de cobertor, que pode ser facilmente “colado” sobre a superfície desejada. Normalmente, essa aplicação é feita durante a obra do edifício, mas também pode ocorrer numa reforma posterior.

Impermeabilização com poliúria

A poliúria é um produto aplicado por meio de jatos, como se fosse uma tintura utilizada para pintar a laje. Ela é produzida por meio da mistura entre a resina e o isocianato, e apresenta resistência à abrasão química e à hidrólise. Por essa característica, aliás, a opção é indicada para espaços sujeitos a situações agressivas, como as citadas. Isso inclui, além da laje, pisos industriais e reservatórios.

Injeção química na laje

As chamadas injeções químicas são realizadas por meio da infiltração de um gel impermeabilizante na superfície, sob pressão. A alternativa é especialmente interessante para a reparação de infiltrações e vazamentos já existentes, pois o gel preenche essas rachaduras. No entanto, também é possível utilizá-la para criar uma nova camada de impermeabilização da superfície.

Impermeabilização com silicone

Para lajes completamente sem trânsito, de pessoas ou máquinas, é interessante utilizar o silicone como material base do cuidado. Essa restrição ocorre porque o produto não possui boa resistência mecânica, apesar de ter ótimo resultado contra o acúmulo de líquidos.

Emulsão acrílica

No caso da emulsão acrílica, é realizada a emulsão de polímeros acrílicos termoplásticos em meio aquoso. Entre uma demão e outra do material, é utilizado algum produto estruturante, como o véu de poliéster. Intercaladas, as camadas garantem a boa impermeabilização da superfície. Também é interessante que a área não conte com muito tráfego.

Impermeabilização com Poliéster Flexível

Ao aplicar o poliéster flexível em sua obra, o consumidor obtém grande resultado, rápido e sem grandes incômodos na realização do método. Outra vantagem do produto é que ele é leve, e por isso não adiciona muito peso à superfície impermeada. O produto pode servir ainda como um revestimento para piso, e neste caso oferece acabamentos semelhantes à madeira, pedras e ata à cerâmica.

CUIDADOS NA EXECUÇÃO

Independentemente do tipo de impermeabilização definida como a ideal para laje do imóvel, é fundamental que o executor da obra tenha atenção a alguns quesitos comuns. Além de garantir a correta aplicação da cobertura, os cuidados vão evitar a necessidade de manutenção recorrente da superfície. Caso não seja bem trabalhada, a laje pode, por exemplo, sofrer sobrecarga, fissuras e vibrações.

Assim, um dos primeiros cuidados importantes na impermeabilização de laje é a instalação de juntas de dilatação na superfície. As juntas “separam” o teto em grandes quadrados, e assim criam maior resistência do espaço. São elas também as responsáveis por amenizar os efeitos causados pela variação volumétrica da estrutura.

Além disso, a instalação adequada das juntas garante que a água ou outros elementos não irão penetrar na laje. Assim, as peças devem ser feitas de materiais elásticos e resistentes, associados a um selante. Um dos selantes mais utilizados nas juntas é o poliuretano. Há situações em que a própria impermeará garante essa atenção aos componentes, mas em outros casos é preciso dedicar um tempo específico às divisões.

Os cuidados também variam de acordo com o momento de aplicação da impermeabilização: durante a construção do imóvel ou em uma reforma. Alguns sistemas para impermearão da superfície vão requerer a retirada do revestimento já existente, o que demanda um tempo maior para realização do sistema. Alternativas, porém, são mais leves, como o silicone, e podem não reivindicar esse trabalho extra.

De qualquer modo, como já explicado, o cuidado principal desse tipo de obra deve ser o de contar com o auxílio de uma empresa especializada no serviço. Assim, o consumidor terá a certeza de adquirir um produto bem-feito e durável, além de contar com a garantia do produto por um período determinado pela loja.